O Deus da Carnificina

O Deus da Carnificina

Dois casais, adultos e aparentemente civilizados, encontram-se para resolver um incidente protagonizado pelos seus filhos menores. O que é verdadeiramente sedutor neste confronto é a progressão paradoxal do encontro dos casais.

Há uma certa sofisticação na forma como o encontro decorre na tentativa de apurar responsabilidades na luta física que ocorreu entre os respetivos filhos, dois jovens de 11 anos.

O que acontece na realidade é a queda progressiva das máscaras a que nos obrigamos no ato social e um estalar do verniz, que deixa a nu a natureza violenta dos relacionamentos humanos. O tema da peça é, necessariamente, a “Hipocrisia”, ou se preferirmos, a dupla moral e de como perspetivas éticas se mostram flexíveis para defenderem certos interesses. O que é curioso é que toda esta dimensão ética e política é colocada neste texto em termos profundamente cómicos. O Deus da Carnificina é por isso uma comédia, mesmo que o riso tenha como fronteira a dor que sempre sentimos, quando constatamos a nossa fragilidade humana.

Diogo Infante, Pedro Laginha, Rita Salema, Patrícia Tavares interpretação, Yasmina Reza autoria, Diogo Infante tradução, versão, encenação, Catarina Amaro cenografia, adereços, Tânia Neto desenho de luz, Rui Rebelo espeço sonoro, Isabel Rosa assistente de encenação, Plano 6 produção.

Um evento do Cine-Teatro de Estarreja

Bilhetes: https://www.bol.pt/Projecto/EntidadesAderentes/90-cine_teatro_de_estarreja



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